Dave Matthews & Tim Reynolds em noite mágica

Dave Matthews & Tim Reynolds em noite mágica

Um concerto de três horas com três "encores" resultou numa noite memorável permitida desta feita no Coliseu dos Recreios

DaveMatthews01Após ter estado há menos de dois anos em Portugal, no MEO Arena, Dave Matthews regressou a Lisboa, desta feita ao Coliseu, esta segunda-feira, acompanhado do guitarrista Tim Reynolds , para juntos encantarem uma casa cheia, esgotada desde há muito, com um concerto agora acústico, sem dúvida mais intimista, que certamente ficará na memória daqueles que lotaram esta icónica sala de espectáculos da capital no primeiro de dois espectáculos para o público português. Hoje, terça-feira, esta dupla actua no Coliseu do Porto, onde certamente irá permitir nova noite de enorme qualidade musical.

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Em Lisboa, no concerto acompanhado pelo canal de Cultura do portal LusoNotícias, seguimos com enorme agrado mais de três horas cheias de boa música que encheu os corações de todo um público que, sedento da qualidade dos músicos em palco, foi aclamando a dupla e cantando com Matthews e Reynolds.

Com tempo para quase tudo, quando os ponteiros se abeiravam das 22h00, Dave Matthews foi apresentando com muito humor o seu primeiro convidado, apontando-o como “um grande amigo” — “Encontrámo-nos em Havana e bebemos rum, fumámos uns charutos, bebemos rum, tocámos juntos e bebemos rum”.

Assim era introduzida a presença de Carlos Varela, poeta cubano que subiu ao palco para interpretar “Muros y Puertas” a seis mãos, servindo de mote ao momento político da noite. Sem referir o nome do presidente norte-americano Donald Trump, Dave Matthews não deixou de criticas aquela que é porventura a medida mais emblemática mas também mais polémica entre as defendidas pelo presidente Trump: a construção de um muro no sul dos Estados Unidos da América separando este país do México, o seu vizinho geográfico do sul. Nas palavras de Dave Matthews, e a propósito dos muros... “Algumas pessoas constroem muros e outras abrem portas. Pessoalmente, prefiro portas!”

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Ultrapassada a crítica política, mostrando que a música também é intervenção, Dave Matthews avançou pelo alinhamento no qual não faltaram temas como “So Damn Lucky”, “When The World Ends”, “Lie In Our Graves”, “Warehouse”, “Say Goodbye”, “You & Me”, “Rooftop” ou “Grey Street” e “What Would You Say”, entre tantos outros êxitos.

A música “Virginia in the Rain” foi cantada ao piano, Com Dave Matthews a aproveitar para homenagear a sua família, explicando que esta música se referia aos seus filhos e à sua mulher. Depois, mais adiante, houve tempo para que Tim Reynolds brindasse o público de Lisboa com dois solos que reeberam enorme aplausos. Dave Matthews, sempre ele a reagir de viva voz, e sem nunca deixar de sorrir, agradeceu ao público e exclamou “U are Alive!”, aumentando ainda mais os decibéis dos aplausos por parte do público.

Em Portugal, “Muito obrigado por virem!” permitiu espaço para a primeira tentativa de saída de palco dos dois músicos, rapidamente chamados por toda uma plateia que, de pé enchendo todo o espaço do Coliseu, aclamou com enorme calor o regresso da dupla. No primeiro encore, ouvimos “So Much to Say“ e, depois de um “obrigado very very much”, Matthews e Reynolds recuaram ainda mais para o aguerrido “Ants Marching”.

Nova saída de palco e novo regresso, agora com “Jimi Thing” e “Dancing Nancies”, temas que não seriam ainda os últimos já que houve lugar a um terceiro e derradeiro encore, agora para a interpretação de “Crash Into Me”.

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Chegado o concerto de Dave Matthews e Tim Reynolds ao final, ficava entre todos os que tinham estado aquelas três horas no Coliseu de Lisboa a convicção de que tinham ali acabado de assistir a um noite mágica e fantástica proporcionada ao público de Lisboa, e que certamente irão repetir esta noite no Coliseu do Porto. Pela nossa parte, não vamos poder, naturalmente, acompanhar de novo o segundo concerto desta dupla entre nós, agora na cidade Invicta, mas garantimos que temos pena.

texto: Ana Cristina Augusto
fotos: Everything Is New e LusoSaber

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