João Pina premiado com foto do Mundial

João Pina premiado com foto do Mundial

O vencedor do concurso de fotojornalismo da Estação Imagem, com o retrato de um Rio de Janeiro em festa a partir da crise

pinaO prémio de fotojornalismo Estação Imagem foi atribuído ao repórter português João Pina pela reportagem “Rio de Janeiro – Preço pelos Eventos Desportivos” , um trabalho que mostra as consequências negativas que os grandes eventos desportivos, como o Mundial de Futebol de 2014 ou os Jogos Olímpicos de 2016, acabam muitas vezes por ter para as cidades que os acolhem.

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A distinção a João Pina foi anunciada no passado sábado em Viana do Castelo, durante a realização do VIII Festival de Fotojornalismo Estação Imagem, dirigido pelo fotógrafo Luís Vasconcelos, cabendo a João Pina um prémio monetário no valor de três mil euros, na sequência de uma decisão tomada por um júri internacional presidido pelo director de fotografia da agência France Presse, Francis Kohn, e que incluiu ainda Bénédicte Kurzen, fotojornalista da agência internacional de fotografia Noor, sedeada em Amsterdão, também Tyler Hicks, premiadíssimo fotojornalista do New York Times, e Andrei Polikanov, director visual da revista on line Takie Dela.

O português João Pina, fotojornalista que vive há 15 anos na América latina, viajando por vários locais e com presença mais ou menos frequente no Brasil, e em particular no Rio de Janeiro onde começou já em 2007 a desenvolver um trabalho fotográfico centrado nos temas da violência urbana, afirma pretender que o seu trabalho traduza o questionar do preço pago pelas cidades que recebem grandes eventos desportivos. “O que se passou no Rio não é novidade, Montreal e Atenas também tiveram problemas depois dos Jogos Olímpicos”, disse.

João Pina nasceu em Lisboa no ano de 1980, tendo enquanto fotógrafo sido autor de trabalhos como “Por Teu Livre Pensamento”, que retrata as histórias de 25 presos políticos portugueses (foi editado em livro pela Assírio & Alvim em 2007), ou “Sombra do Condor”, que resgata a memória da Operação Condor, secretamente conduzida por várias ditaduras latino-americanas nos anos 70 para silenciar as respectivas oposições. Este projecto, aliás, ocupou o dia-a-dia de João Pina durante nove anos, acabando por resultar na exposição “Operação Condor” inaugurada em Dezembro de 2014 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Brasil, e no livro “Condor”, lançado no mesmo ano pela Tinta-da-China e que deverá ser reeditado em breve.

No âmbito do programa “Abril em Lisboa”, da EGEAC, a exposição “Operação Condor” chega finalmente a Portugal, podendo ser vista a partir do próximo dia 20 no Torreão Poente da Praça do Comércio, onde permanecerá até meados de Julho.

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