Um dia no EVOA... quando as aves reinam na lezíria

Um dia no EVOA... quando as aves reinam na lezíria

No coração da Reserva Natural do Estuário do Tejo, o EVOA permite conhecer e apreciar a natureza com o ser humano mantido à distância

domingo, 25 setembro 2016

EVOA-160924-006Quando se fala em lezíria muitos lembrarão a imagem do touro e do campino mas o Evoa, na lezíria que se estende pelo estuário do Tejo permite outra imagem e diferentes protagonistas .

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O LusoNotícias aproveitou o fim-de-semana para ir ao encontro daquele espaço, um local de visitação e observação de aves, as rainhas de um espaço que se pretende preservado da influência humana, mesmo sabendo que é do trabalho do homem que ali cultiva os arrozais que as aves retiram grande parte do seu alimento.

Localizado no coração da mais importante zona húmida de Portugal, a Reserva Natural do Estuário do Tejo, o EVOA — Espaço de Visitação e Observação de Aves — permite que os visitantes conheçam e desfrutem do património único, existente entre a lezíria e o estuário do Tejo.

Na nossa visita, e ao longo do trajeto que percorremos até ao EVOA deparamo-nos com longos arrozais, alguns dos quais já na fase de ceifa, o que permite a muitas aves migradoras, nomeadamente à cegonha branca, garantirem a sua alimentação.

Pelo caminho disponível para todos os visitantes é possível encontrar alguns observatórios camuflados perto das lagoas, mas também um Centro de Interpretação perfeitamente integrado na paisagem, pensado para não prejudicar a estabilidade do "habitat" das aves.

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A experiência de um dia no EVOA começa quando entramos na Lezíria Sul, à beira de Vila Franca de Xira, onde começamos por apreciar a extensão e contraste das paisagens, a beleza do silêncio e tranquilidade do contato com a Natureza, sendo possível disfrutar de actividades lúdicas implementadas a partir do Centro de Interpretação.

Ao longo do percurso de observação do EVOA, estabelecido ao longo de cerca de cinco quilómetros (existe uma opção ligeiramente mais curta para quem não quiser caminhar tanto), percorremos um conjunto de lagoas, a principal, a rasa e a grande, que conferem ao espaço uma beleza ímpar. Ao dispor do olhar do visitante, mesmo o menos atento, coloca-se uma enorme variedade de espécies que se alimentam ou refugiam nas valas, campos agrícolas e pastagens da lezíria, dando as boas vindas a todos os que percorrem este espaço fascinante.

Desde a cegonha branca já referida, aos flamingos, ainda aos patos reais ou aos patos colhereiros, entre tantas outras espécies que por ali é possível encontrar, foram várias aquelas que pudemos registar nas imagens aqui trazidas com uma recomendação: vá, veja e depois dê-nos conta da sua opinião!

texto: Tito Sousa
fotos: Glória Resende

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